Monique Cavalacante Lacerda

13 de dezembro de 2010

Quarto,


Os minutos passavam vagarosamente, a brisa batia no meu rosto, a vidraça refletia o resto do sol, que estava se pondo. a cortina branca no entanto, conseguia antecipar o anoitecer, o suco de graviola ainda gelado ia perdendo o gosto. meu pensamento estava longe, escuro e cada vez mais se distanciava da realidade no mesmo ritimo que as nuvens escuras se aproximavam, os ponteiros rodavam, o silencio suava, a lua chegava e começava a se destacar no meio da escuridão do céu. na minha cabeça, uma frase que não saia, não se destinguia, persistia em me rondar, não sabia , só ouvia: " eu te amo, intensamente. eu te amo, e depois que venha a consequencia. te amo, covardemente. é sem lógica, o meu amor por você é só soma. " é por isso, que a porta permanece aberta, a luz apagada, o edredon tiçado. estarei no mesmo lugar onde você me deixou. não, eu não estou dormindo, pode ter certeza. só pensando, refletindo, imaginando, desejando você. é o lençol que me cobre, é o mesmo. tem o cheiro de seu perfume penetrado no algodão. não ligue, me entenda, não tenho culpa de te amar tanto, eu vou ser sua, viver pra você me querer, eu vou te amar mesmo sem te ter. talvez tudo isso seja só ilusão, talvez nem der certo você vir hoje, talvez vou ter que me conformar apenas com as marcas e lembranças deixadas por você. mas vou te esperar, e ficar na esperança de algum dia você sentir saudade e voltar por aqui.

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